
Cyberflashing: fotos não solicitadas no celular
O que é Cyberflashing?
Cyberflashing se trata de um novo tipo de abuso sexual em que um desconhecido envia fotos íntimas para qualquer pessoa que cruzar seu caminho. As estatísticas afirma que o fenômeno está crescendo em todo o mundo graças às novas tecnologias. De fato que, precisamente, seja mais fácil o envio e mais difícil a busca e apreensão do agressor, por estar em anonimato dentro da internet.
Em qualquer lugar, sendo um espaço público, até mesmo uma criança, pode receber esse tipo de agressão, se tiver apps como AirDrop – um serviço da Apple para transferir imagens – ou se estiver com o bluetooth ativado. No entanto, tecnicamente esse tipo de abuso não se considera um delito. De qualquer forma, receber esse tipo de fotografia gera um grande constrangimento e revolta para a maioria das mulheres, segundo estudos recentes feitos pelo órgão de investigação TNS elaborado para Meetic, um serviço de citações em linha.
De acordo com as citações, 9(nove) em cada 10(dez) mulheres se sentem incomodadas ao receber esse tipo de mensagem. E segundo análises da Consumer Research fez em 2016, mais da metade das mulheres que recebem essas fotos se sentem “agredidas” ou “acuadas”. Segundo dados de YouGov, uma empresa global de investigação de mercados com sede no Reino Unido, a maioria das que recebem, os definem como “asqueroso”, “estúpido”, “repulsivo” e “triste”.
O que fazer para evitar o Cyberflashing?
AirDrop funciona somente para dispositivos iOS, como iPhone, iPad ou iPod e computadores Mac da Apple. A ferramenta usa conexões Wi-Fi e bluetooth para que os usuários possam comunicar-se com uma variedade de dispositivos, por exemplo, com outros iPhone.
De fábrica, este aplicativo vem ativado a opção Contacts Only (somente contatos), o qual significa que somente pessoas que estão em sua agenda pode ver seu dispositivo, mas se quiser compartilhar suas informações para outros contatos, tem que acionar a configuração Everyone (todo mundo).
“Um exemplo: em um vagão de trem ou em um metrô pode ver outros dispositivos”, disse à BBC Ken Munro, um especialista em cibersegurança da consultoria britânica Pentest Partners. “Isso foi o que ocorreu no caso de Lorraine Crighton-Smith. Qualquer pessoa com Wi-Fi ou bluetooth pode evitar arquivos desagradáveis”. Munro disse que a Apple poderia questionar o problema fazendo que o AirDrop volte ao seu estado inicial de “somente contatos” se não usar por mais de 10 minutos. Outros consideram que a Apple deveria eliminar esta funciona de “ver prévia”no aplicativo.
A companhia respondeu à BBC dizendo que seus usuários podem trocar sua configuração de privacidade, mas não detalhou se vai tomar mais medidas para que continue ocorrendo o ato. Cada vez mais são os grupos que estão fazendo pressão para que não crie novas leis que penalizam o CyberFlashing. A primeira cidade no mundo em que aplicaria poderia ser Nova York, mas ainda não há uma proposta oficial. No momento, segue havendo um vazio legal que permite aos abusadores atuar livremente, a menos que configure seu celular para que não possa te enviar nada, nem por AirDrop e nem por Bluetooth.